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O convidado de hoje é uma pessoa que escreve bem "pra daná". O nome dele é Marcos, do Blog Esculacho e Simpatia. *(-_-)* ROMANCES FALIDOS By Marcos Não só on-line, mas na vida real também, a gente vê muita gente reclamando da solidão, mormente as mulheres. Não que os homens não estejam sofrendo desse mal, mas eles, na "necessidade" de mostrarem-se durões, mostram menos suas carências. Então falemos das mulheres, uma vez que elas são mais transparentes e nos dão mais subsídios. Com toda razão elas têm tornado-se mais exigentes na seleção dos potenciais parceiros. Aqui cabem parênteses. Estou me referindo às mulheres e não às fêmeas. Nunca pensaram em uma diferença entre as duas? Pois eu tenho uma teoria: as fêmeas são aqueles seres do sexo feminino cheios de vaidade, bocas, pernas e silicone, roupinhas provocantes e que preferem ser bem sucedidas pelos dotes físicos, recebendo assovios diante das construções do que por méritos intelectuais ou laboriais. Já as mulheres são muito mais que isso. Elas se esforçam, trabalham, estudam, procuram sua independência, se relacionam embasadas no sentimento e não apenas no sexo ou, no mínimo, na atração sexual. Não quero dizer com isso que a condição de mulher nega a vaidade, a beleza, a sensualidade, mesmo porque isso é condição primal do gênero feminino. Mas esses valores são secundários. Voltemos ao tema. As mulheres têm-se tornado mais exigentes. Procuram um companheiro que tenha seus valores. Que sejam honestos, respeitadores, românticos, interessados nas vidas delas, bem sucedidos, sensíveis... Mas elas têm cometido um erro, a meu ver, nessa sua busca: Procuram nos lugares errados. Numa boate, por exemplo, dificilmente encontrar-se-á um grande amor. Ali estão os caçadores. Bem ao estilo da lei da selva, abatem a presa, comem e abandonam a carcaça. Elas, românticas, acham que o conquistaram. No dia seguinte o maldizem e a todos os outros machos. Agora não estou falando de homens, mas de machos. Já entendeu, né? Férias na praia, numa cidadezinha bucólica do Nordeste. Outro péssimo lugar para se encontrar um amor. Carnaval atrás de trio elétrico. Outra roubada. Os machos saem de casa apostando quem vai "pegar" mais mulheres. As fêmeas fazem o mesmo: quem vai "pegar" mais homens. E aí os machos e fêmeas mostram que se merecem e não se completam, porque ambos continuarão sozinhos depois da quarta-feira. Com exceção de em Salvador e Olinda, onde o carnaval só termina no outro domingo. Na verdade, apenas adiam o inevitável. Aí você me diria: "Peraí, sabidão! Joãozinho e Mariazinha se conheceram na balada e estão bem e felizes há anos". Aí pergunto eu: além do romance de Mariazinha e Joãozinho, quantos outros você conhece que começaram do mesmo jeito e continuam bem e felizes? A tendência desses romances que começam do nada, embasados na aparência física deturpada pelas luzes coloridas e pelo álcool é fracassar e, como vampiro, decompor-se à luz do sol da manhã.
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