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Normando do Blog Coisas da Normandia é meu convidado de hoje (novamente). *(-_-)* Coisas do coração Todos os grandes gênios da literatura mundial sempre compararam o amor à loucura. Então, escrever algo sobre isso tem por bom tom ser insano. Pode até mesmo ser algo do tipo "as tranças do rei careca sentado na ponta de uma pedra redonda debaixo do calor causticante do sol antártico varrendo a poeira trazida pela brisa marinha". Deve ser sempre exagerado, porque toda forma de exagero tem lá seu fundo de insanidade. E pode ser completamente inteligível com palavras de peso que não tenham nenhuma conexão mas que causem um som agradável e faça os idiotas que lêem dizer óóóó! Pra falar de amor não precisa estar apaixonado, basta ter uma idéia (ainda que própria) sobre o que venha a ser amor. Porque sempre haverá quem compartilhe desta idéia, e até quem discorde irá lhe dar ouvidos com a ênfase inversa que todo mundo dá quando o assunto é morte. E por falar em amor e em morte, minha divagação sobre o amor hoje será em paralelo com a morte. O que não é propriamente novidade, visto as peças de Shakespeare ligarem uma coisa à outra de forma triste e cruel e tenha feito todo mundo dizer óóóó! O amor é a morte. A morte é forte e decisiva, quando vem pra alguém esta pessoa é vista como coitado e vira santo, é inevitável e mais forte do que o "agraciado" pelo seu beijo. O amor é contundente e doloroso, quando escolhe alguém este é alvo fácil e fica completamente vulnerável, sem poder para responder a críticas e sem capacidade para aceitar sugestões. A morte nos leva para junto do Criador e nos faz enxergar coisas até então inimagináveis que só quem já passou por ela poderá compreender, mas nunca no seu todo, porque vem de forma única para cada um, ainda que seja em meio a um evento coletivo. O amor derruba todo o senso de bom ou ruim, de bem ou mal e nos leva de volta à condição inicial. Um está tão próximo do outro como a dor e o prazer, porque um pode muito bem levar à outra ou vice-versa. No amor não há norte ou sul. Na morte não há nascente ou poente. Ambos trazem em si mesmos o conceito completo pela sua simples pronúncia. Pela simples pronúncia de seus nomes o amor ou a morte trazem mil idéias a quem quer que seja, mesmo aos céticos. São o casamento perfeito, causa e efeito, romantismo e realidade, cara e coroa. O que se dizer diante da afirmação de que alguém te ama? Ou o que fazer diante da execução da tua morte? E ambos, dependendo do uso que se faça da bagagem adquirida vida à fora, podem trazer esperança ou medo.
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