|
By Marcos Pontes Quando a Gueixa me propôs esse tema, pensei "sopinha no mel" (putz! Essa é do tempo do Ibrahim Sued), afinal de contas eu estou vivendo isso agora. Alguns tabus persistem, por mais que digamos que não temos preconceitos, somos moderninhos, que a vida dos outros não nos interessa,, que somos todos iguais e blá, blá, blá. O fato é que ainda nos viramos para ver melhor a negra de mãos dadas com o alemão, a loirinha high society trocando beijos com o negrão caminhoneiro. Sentiram o preconceito? Alguém aí deve estar dizendo "eu acho normal, nem ligo, o amor é o que vale". Tá bom, eu acredito. Mas se o cinqüentão namora a gatinha pré-balzaquiana ou a coroa sai com o garotão para um jantar romântico, a primeira coisa que passa pela sua cabeça é "isso tem cheiro de golpe do baú". Não? Não pensa isso? Das duas uma: ou você já vive no século 22 (arrá! Serei o primeiro a falar dos costumes do século 22?) ou anda desligado do que acontece ao seu redor e não liga mesmo para a vida dos outros. O fato é que esse tipo de discriminação ainda existe e, assim como outras, só é completamente superada quando vivemos uma situação assim. E ainda existe a discriminação dentro da discriminação, a subdiscriminação. Em se tratando de relação amorosa entre pessoas com uma grande diferença de idade é mais aceita por nossa sociedade de mentalidade pré-moderna o namoro de um velho com uma menina do que o de uma coroa com um brother. A quem passa por isso, um conselho de quem está na barca: fechem os olhos e tape os ouvidos para família, amigos e desafetos. Vivam suas belas e únicas vidas e deixem-os se morder em sua ignorância.
|