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11 de fevereiro de 2007
VOCÊ É VIOLENTA(O)... Artur da Távola * No instante em que não se interessa pela comida que sobra na sua casa;
* Quando executa um trabalho melhor remunerado apenas porque pôde estudar num país onde a maioria não pode;
* Quando ri da ignorância de alguém;
* Quando chama de "verdade" o que é ideologia;
* Quando espera aplausos pelo que diz e não pratica exercendo e aprimorando em silêncio o seu amor ao próximo;
* Quando o seu amor ao próximo é mais verdadeiro mas retórico;
* Quando pretende ter razão;
* Quando sua razão é defendida a qualquer preço;
* Quando espera a hora de provar que estava certo, com paciência e obstinação, apenas para ser vencedor de algo, ainda que uma vaidosa aposta;
* Quando só julga o próximo;
* No ar refrigerado; na direção do carro; na buzina, no farol alto; no som estéreo; na última moda; na palavra descuidada;
* Quando vaia; bajula; esmaga; idolatra; descompreende; despercebe;
* Quando arrasa os adversários convicto de que esta é a regra do jogo;
* Quando faz tudo isso como um autômato, sem qualquer consideração sobre a ordem material (social, política, econômica) que se utiliza de suas melhores disposições e energias, fazendo-o agir assim, na convicção de que este é o melhor caminho;
* Quando segue esse tal de "melhor caminho" sem considerar para onde ele conduz, apenas porque todos os seguem, ou ensinaram a assim ser, a bem entender, sem perguntar se é o seu ou se é aquele que o sistema te fez supor ser o seu;
* Quando repete pensando afirmar; explica pensando convencer; reclama supondo ajudar; justifica na ilusão de convencer-se daquilo com o que está convencendo os demais;
* Quando preferem outros; deixam de te chamar e você os odeia por isso, embora finja não ligar.

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