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22 de setembro de 2007
 Casar é bom, mas o preço é alto. Como nossa amiga Gueixa tá se casando (eu não disse que era eu mas tmb não "dizdisse", kkkkk) me ocorreu escrever sobre o assunto. Então lá vai: Esse contrato que assinamos na justiça, colocamos no livro nas igrejas e religiões onde há esse protocolo é uma confirmação do contrato tácito que fazemos quando o namoro fica sério e percebemos que queremos essa pessoa conosco para o resto da vida. Mas, como diz a piada, quer conhecer seu namorado? Casa com ele! Quer conhecer seu marido? Separa! Essa lente de aumento é bem real. E não é só pelo mau hálito quando acordamos ou pelo cabelo desarrumado. Até porque hoje em dia isso tudo a gente já vê antes de casar. Salvo raríssimas exceções, mesmo entre pessoas praticantes de alguma religião severa, não sejamos excessivamente puritanos! Mas, mesmo assim não conseguimos mesmo comer o bolo antes da festa. A dureza da vida, os dias de pindaíba onde dez reais é fortuna (e mesmo os mais abastados passam por isso), a inveja dos falsos amigos e dos recalcados que acham que porque se deram mal ninguém mais pode se dar bem, a opinião intrometida e bem intencionada dos amigos e parentes, a disputa pelo controle remoto, pelo pc, pelo microondas (porque com o preço da energia não dá mesmo pra ligá-lo todo dia), a preguiça de por o lixo pra fora e até a competição pelo volante, nos faz querer voltar a ser solteiros. Mas, raiva é coisa que dá e passa. (Ah, antes de pensar em separar, lembre que não se consegue voltar a ser solteiro, nem de fato nem de direito). A paciência é mesmo o segredo da longevidade, e não é só da Dona Canô, é de quem quer ser feliz pra sempre. Ela não vai deixar que essas coisinhas "matem um pouco o amor" como disse Vinícius. Até porque isso é só o treinamento pra quando vierem os filhos. E sobre esses não é verdade que filho quanto mais cresce mais trabalho dá; filho, quando cresce, para de dar trabalho e começa a dar preocupação.
Casar é bom, eu bem que quero de novo, o preço é alto, mas quando se chega na curva da vida normalmente se vê que valeu a pena tudo
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Normando Moura

Marcadores: Casamento

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