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18 de dezembro de 2007
 Sexo pelo sexo? (Maneco Sauer)Fazer sexo, segundo se pensa, ou se convenciona, exige não ter pudor. Mas, o que é este pudor? Esconder os desejos, abafar a volúpia, matar os sentimentos? Isto até onde sei, chama-se enganar, esconder, mentir...
Fazer sexo, segundo eu penso, exige pudor. O pudor de ser natural, de ser sincero, de ser animal, de ser puro.
Fazer sexo, segundo se pensa exige rasgar a fantasia, ser libertino, ser grosseiro, como homem macho para dominar a fêmea puta (e não a puta fêmea), ser imoral, "agredindo os costumes".
Isto, até onde eu sei, é ser incivilizado, mal educado. Fazer sexo, segundo eu penso, é transar a parceira sentindo seus desejos pelo seu olhar, seus movimentos, enfim, por qualquer coisa que sinalize sua vontade ou, mais do que isso: a sua paixão!
Fazer sexo, segundo se pensa, é uma meta, uma afirmação, por vezes quase um dever. Fazer sexo é tão acidental, tão inesperado, que só se pode dizer que foi bom depois de ter sido.
Fazer sexo, segundo se pensa, tem a obrigação de ser por amor, com amor... Mas como sabê-lo, se ele, por ele (fazer sexo) é demonstra?? E, se Deus quiser, coroado...
Sexo exige um compromisso absoluto e infalível com a naturalidade do sentimento com a espontaneidade do gesto, o compromisso com os sentidos, e não com a razão. É preciso, para fazer (bom) sexo, uma honestidade absoluta com os róprios desejos e intenções, seja com quem for.
Sexo exige ficar nu e ficar a nu. O verdadeiro sexo, bom e gostoso, exige um pudor filho da puta!

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