"Dane-se. Comigo sempre foi tudo ao contrário".
Caio Fernando Abreu
18 de dezembro de 2007


Sexo pelo sexo?
(Maneco Sauer)


Fazer sexo, segundo se pensa, ou se convenciona, exige não ter pudor. Mas, o que é este pudor? Esconder os desejos, abafar a volúpia, matar os sentimentos? Isto até onde sei, chama-se enganar, esconder, mentir...

Fazer sexo, segundo eu penso, exige pudor. O pudor de ser natural, de ser sincero, de ser animal, de ser puro.

Fazer sexo, segundo se pensa exige rasgar a fantasia, ser libertino, ser grosseiro, como homem macho para dominar a fêmea puta (e não a puta fêmea), ser imoral, "agredindo os costumes".

Isto, até onde eu sei, é ser incivilizado, mal educado. Fazer sexo, segundo eu penso, é transar a parceira sentindo seus desejos pelo seu olhar, seus movimentos, enfim, por qualquer coisa que sinalize sua vontade ou, mais do que isso: a sua paixão!

Fazer sexo, segundo se pensa, é uma meta, uma afirmação, por vezes quase um dever. Fazer sexo é tão acidental, tão inesperado, que só se pode dizer que foi bom depois de ter sido.

Fazer sexo, segundo se pensa, tem a obrigação de ser por amor, com amor... Mas como sabê-lo, se ele, por ele (fazer sexo) é demonstra?? E, se Deus quiser, coroado...

Sexo exige um compromisso absoluto e infalível com a naturalidade do sentimento com a espontaneidade do gesto, o compromisso com os sentidos, e não com a razão. É preciso, para fazer (bom) sexo, uma honestidade absoluta com os róprios desejos e intenções, seja com quem for.

Sexo exige ficar nu e ficar a nu. O verdadeiro sexo, bom e gostoso, exige um pudor filho da puta!





Layout, mais uma vez, descaradamente modificado por Gueixa Bania® com a devida autorização da Chez Julia.